
A política é dinâmica, dizem os antigos, mas em Feira de Santana ela costuma ser supersônica. Uma imagem postada nas redes sociais do prefeito José Ronaldo agitou os bastidores do poder nesta semana: Sandro Nazireu, o cantor gospel que foi candidato a vice-prefeito na chapa de Zé Neto (PT), foi recebido com sorrisos e portas abertas no Paço Maria Quitéria.
Na legenda da publicação, o prefeito descreve o momento como um “diálogo cordial e muito proveitoso”, cercado de outras lideranças como a deputada Kátia Oliveira e o apóstolo Tenisson. Para bom entendedor, a foto vale mais que mil palavras: a estratégia de Zé Neto de usar Sandro para “entrar” no meio evangélico parece ter expirado junto com o fim das eleições.
O encontro levanta questionamentos inevitáveis: Houve um racha oficial entre o núcleo evangélico e Zé Neto? Ou Sandro Nazireu está apenas exercendo o “don de línguas” da política, conversando com quem tem a caneta na mão? O fato é que, enquanto a base de Zé Neto ainda lambe as feridas da derrota, seu ex-vice já está “compartilhando experiências” (e talvez pedindo bênçãos administrativas) no gabinete do adversário.
Resta saber se, nas próximas eleições, a “unção” política de Sandro estará à esquerda ou à direita. Pelo visto, em Feira de Santana, os caminhos do Senhor (e da política) são, de fato, misteriosos.