Empresário ligado ao Feira FC tem nome retirado de investigação do Ministério Público
O empresário e investidor do Feira Futebol Clube, Bruno Karttos, foi oficialmente retirado da investigação conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A decisão ocorreu após a defesa comprovar que ele não possui qualquer ligação com as operações irregulares apuradas pelas autoridades no mercado de apostas.
A determinação judicial encerra o envolvimento de Karttos na “Operação Aposta Suja”, que havia deflagrado mandados de busca e apreensão no mês de agosto. Em 13 de agosto, a residência do empresário foi alvo de buscas, ocasião em que foram recolhidos veículos de alto padrão, equipamentos eletrônicos e dinheiro em espécie. Com a exclusão de seu nome do inquérito, a Justiça ordenou o desbloqueio imediato de suas contas bancárias e a restituição de todos os bens retidos.
Contexto da investigação
A Operação Aposta Suja investiga um amplo esquema suspeito de movimentar mais de R$ 1,4 bilhão através de plataformas de apostas não regulamentadas. Segundo o Ministério Público, as suspeitas recaíam sobre a ocultação e dissimulação de valores originários de contravenções, sendo que uma única empresa investigada teria movimentado cerca de R$ 100 milhões.
A inclusão temporária de Bruno Karttos nas fases iniciais do inquérito deveu-se à sua forte atuação no segmento de investimentos esportivos e apostas, sobre os quais o empresário costuma produzir conteúdo em suas redes sociais para milhares de seguidores.
Posicionamento e desdobramentos
Durante o andamento das investigações, a diretoria do Feira Futebol Clube divulgou nota pública prestando solidariedade e afirmando ter total confiança na inocência do seu investidor e embaixador. A defesa de Karttos agiu rapidamente para apresentar os documentos contábeis e empresariais que afastaram a sua associação com o núcleo investigado.
As investigações do Ministério Público referentes à Operação Aposta Suja seguem em andamento para identificar e responsabilizar os reais operadores do esquema interestadual, enquanto as medidas judiciais contra o empresário baiano foram integralmente revogadas.