O Brasil caminha a passos largos para mais uma eleição decidida voto a voto. Uma nova pesquisa eleitoral conduzida pelo instituto Futura Inteligência, em parceria com a Apex Partners, e divulgada nesta terça-feira (14), expôs o cenário de divisão absoluta que domina o eleitorado nacional a cerca de três meses da ida às urnas.

No cenário mais aguardado do levantamento — a simulação direta de um eventual segundo turno —, o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), aparece com 46,3% das intenções de voto. Imediatamente a seguir, respirando no pescoço do petista, está o senador Flávio Bolsonaro (PL), com 46,1%.

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A Margem do Empate

Como a pesquisa possui uma margem de erro estimada em 2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois principais candidatos encontram-se em um cenário de empate técnico cristalizado. A distância de apenas 0,2% indica que a disputa está totalmente indefinida e que a taxa de rejeição de ambos será o fator decisivo nesta reta final.

Os números da Futura/Apex confirmam uma tendência que já víamos em outros institutos como a Quaest e AtlasIntel. A polarização está no auge. Flávio conseguiu aglutinar a direita após o enfraquecimento de outros nomes, enquanto Lula mantém a sua base fiel de esquerda. A eleição será definida pelo eleitor de centro e pelos indecisos. Análise de Especialistas Políticos

Ainda de acordo com o levantamento no cenário de segundo turno, os eleitores que declararam intenção de votar em branco, nulo ou que não votarão em nenhum dos dois candidatos somam 5,4%. Outros 2,2% disseram estar indecisos ou preferiram não responder.

O Desafio das Campanhas

A menos de 90 dias do pleito, a pesquisa funciona como um alerta máximo para os comitês de campanha. Para o Partido dos Trabalhadores, o foco tem sido a defesa dos recentes pacotes econômicos e a chapa firmada com Geraldo Alckmin. Para o PL de Flávio Bolsonaro, a estratégia é ofuscar as investigações recentes do “Caso Master” e colar a sua imagem ao legado conservador, apostando no descontentamento com a inflação de alimentos.

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