Homem é morto a tiros, pedradas e golpes de facão em Feira de Santana
O caso brutal ocorreu no bairro Novo Horizonte após a vítima, ainda não identificada, ser acusada por populares de ter violentado sexualmente uma criança.
RESUMO DA MATÉRIA
Um homem suspeito de abusar sexualmente de uma criança foi linchado e morto na noite de quinta-feira (30), no bairro Novo Horizonte, em Feira de Santana. O crime envolveu disparos de arma de fogo e golpes brutais com pedras e facão. A Polícia Civil investiga a autoria do linchamento e a veracidade da denúncia de abuso.

Um caso de extrema violência e barbárie marcou a noite de quinta-feira (30 de abril) em Feira de Santana. Um homem foi brutalmente assassinado por um grupo de moradores revoltados, numa ação de linchamento que ocorreu na Travessa Treze de Maio, localizada no bairro Novo Horizonte.
A violência desencadeou-se após suspeitas levantadas pela comunidade local. Segundo informações preliminares divulgadas pela Polícia Civil, a vítima, que ainda não teve a sua identidade formalmente confirmada, estava a ser acusada pelos agressores de ter violentado sexualmente uma criança na região.
Cena do Crime
Movidos pela indignação, o grupo atacou o homem de forma letal. A polícia relatou que ele foi atingido por disparos de arma de fogo e sofreu violentos golpes com pedras e facão, não resistindo aos graves ferimentos ainda no local do incidente, ocorrido por volta das 22h15.
Equipes da 65ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) foram acionadas para conter a situação, seguidas por agentes da Delegacia de Homicídios (DH), alertados pelo Centro Integrado de Comunicações (Cicom). Ao chegarem, encontraram o corpo com múltiplas lesões espalhadas por toda a sua extensão.
O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi chamado ao local para realizar os procedimentos de perícia criminal e a remoção do corpo para o Instituto Médico Legal (IML).
Apesar das graves acusações feitas pelos populares que motivaram o linchamento, as circunstâncias do caso continuam sob forte investigação policial. Até ao momento, as autoridades não identificaram os autores do homicídio brutal, nem confirmaram oficialmente a identidade da criança que teria sido a suposta vítima do abuso sexual. A Polícia Civil alerta que fazer justiça com as próprias mãos configura crime e prejudica o andamento legal das investigações.