Quaest: Mais de 70% dos brasileiros sentem alta nos preços dos alimentos
ECONOMIA / PESQUISA

Quaest: Mais de 70% dos brasileiros sentem alta nos preços dos alimentos

Levantamento aponta que a inflação nos supermercados é a principal preocupação das famílias, pressionando a aprovação da política econômica do governo federal.

Por Redação NINJAFSA
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Presidente Lula em evento
A inflação dos alimentos tornou-se um dos maiores desafios para a popularidade do governo. (Foto: Reprodução / ICL Notícias)

Ir ao supermercado tem sido motivo de angústia e queixas para a grande maioria da população. Uma nova pesquisa divulgada pelo instituto Quaest revela que mais de 70% dos brasileiros perceberam um aumento significativo nos preços dos alimentos básicos ao longo das últimas semanas.

Os dados do levantamento refletem a realidade nas prateleiras e funcionam como um termômetro direto da economia real, aquela que afeta o bolso do trabalhador diariamente, contrastando muitas vezes com os indicadores macroeconômicos oficiais.

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O peso no orçamento

A pesquisa indica que a percepção de alta nos preços castiga principalmente as famílias de menor renda, que destinam a maior fatia do seu orçamento mensal à compra de itens essenciais da cesta básica, como arroz, feijão, carne, leite e hortaliças.

O aumento do custo de vida tem raízes em diversos fatores, incluindo as recentes instabilidades no mercado global — como a alta do petróleo e do diesel devido a conflitos no Oriente Médio, que encarecem os fretes —, além de questões climáticas severas que prejudicaram safras importantes no campo brasileiro.

Impacto político

A insatisfação com os preços nos supermercados traz consequências diretas para a avaliação política. O levantamento da Quaest mostra que a inflação alimentar é, atualmente, o principal fator de desgaste para a aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Economistas e analistas políticos alertam que o encarecimento da comida anula, na prática, os ganhos reais obtidos com o aumento do salário mínimo, gerando frustração imediata no eleitorado. O Palácio do Planalto, ciente do problema, já tem promovido reuniões emergenciais com o Ministério da Fazenda para avaliar medidas de contenção, incluindo a possibilidade de novos cortes pontuais de impostos e linhas de crédito para pequenos produtores rurais, na tentativa de frear os repasses aos consumidores.

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