Ator Julio Rocha e equipe são abordados pela GCM ao simular assalto em vídeo com a mãe
Conhecido pela novela Três Graças, da Globo, o artista gravava conteúdo para as redes sociais em São Paulo quando guardas municipais reagiram à encenação. A situação foi controlada após a equipe provar a intenção artística. “Foi por pouco”, contou o ator.

Julio Rocha, 45 anos
Ator paulistano com carreira iniciada aos 15 anos. Ficou conhecido por Duas Caras (2007), Fina Estampa e Amor à Vida (2013). Retornou às novelas em 2025 após 11 anos de pausa, interpretando o capanga Edilberto em Três Graças, das 21h da TV Globo, escrita por Aguinaldo Silva.
Resumo da matéria — clique para expandir
O ator Julio Rocha, atualmente no elenco de Três Graças (Globo), e sua equipe de produção foram abordados por agentes da Guarda Civil Municipal (GCM) de São Paulo após simular um assalto em vídeo para as redes sociais. A encenação envolvia a mãe do ator como “vítima”. Transeuntes que assistiram à gravação acionaram a GCM acreditando ser um assalto real. Os guardas chegaram ao local já durante a cena, causando tensão. A situação foi resolvida pacificamente após a equipe explicar que se tratava de uma produção artística e exibir os equipamentos de gravação. O ator relatou a situação nas redes sociais com bom humor, dizendo que “foi por pouco” e alertando para a necessidade de comunicar previamente as autoridades em gravações de cenas sensíveis em locais públicos.
A tarde desta sexta-feira (13) reservou uma cena que nenhum roteirista precisaria inventar: o ator Julio Rocha, conhecido pelo papel do capanga Edilberto na novela Três Graças, da TV Globo, se viu cercado por agentes da Guarda Civil Municipal de São Paulo enquanto gravava — com a própria mãe — uma encenação de assalto para publicar nas redes sociais. O que era conteúdo virou ocorrência. Ou quase.
A situação ocorreu em uma rua de São Paulo quando Julio e sua equipe de produção montavam a cena: a mãe do ator seria abordada em uma simulação de roubo, com câmeras posicionadas para capturar a encenação de diferentes ângulos. O que a equipe não previu foi a reação dos passantes. Moradores que assistiram à cena de longe, sem perceber os equipamentos de gravação, acionaram a GCM acreditando estar testemunhando um assalto real. Os guardas chegaram ao local ainda com a cena em andamento.
A abordagem foi tensa nos primeiros momentos. Os agentes não tinham como saber, a princípio, que se tratava de uma produção — e agiram conforme o protocolo. Julio e a equipe foram parados, identificados e precisaram explicar a situação, mostrando os equipamentos de filmagem, o roteiro e, provavelmente, o próprio rosto do ator, reconhecível pelo público da novela das nove. A confusão foi desfeita rapidamente e ninguém foi levado à delegacia.
Como a gravação virou abordagem policial
- Início da tardeJulio Rocha e equipe chegam ao local escolhido em São Paulo e posicionam câmeras para gravar a encenação de assalto.
- Durante a cenaTranseuntes observam o que parece ser um assalto real. Sem perceber os equipamentos de filmagem, acionam a GCM.
- AbordagemGuardas municipais chegam ao local com a cena ainda em andamento e abordam o ator, a mãe e toda a equipe.
- ResoluçãoEquipe exibe equipamentos, explica a proposta artística e a situação é resolvida pacificamente. Ninguém é detido.
- RepercussãoJulio Rocha compartilha o episódio nas redes com bom humor, alerta sobre a necessidade de comunicar autoridades e o vídeo viraliza.

Nas redes sociais, Julio transformou o susto em conteúdo — o que, paradoxalmente, acabou sendo exatamente o que ele pretendia desde o início. O ator contou a história com bom humor, usou a expressão “foi por pouco” para descrever a tensão do momento e, de quebra, deixou um recado implícito para outros criadores de conteúdo: encenações que envolvem ações criminosas em locais públicos precisam de comunicação prévia às autoridades competentes. O conselho é prático — e legal: sem aviso formal, esse tipo de gravação pode ser enquadrada em perturbação da ordem pública ou, dependendo da reação dos envolvidos, em situações mais graves.
“Foi por pouco. A gente não avisou a GCM e quase virou um barraco. Fica a lição: em São Paulo, se parecer assalto, vai ter abordagem.”
— Julio Rocha, em publicação nas redes sociais após o episódio
Julio Rocha está no ar desde outubro de 2025 em Três Graças, novela escrita por Aguinaldo Silva exibida nas 21h da TV Globo. O retorno à emissora encerrou um jejum de 11 anos desde sua última novela, Amor à Vida (2013). Na trama atual, interpreta Edilberto, capanga leal e enigmático do grande vilão Ferette, vivido por Murilo Benício — um personagem que, ironicamente, passa boa parte do tempo simulando ser algo que não é. A vida imita a arte, às vezes com a GCM presente.
