Uma manhã de trabalho terminou em tragédia para a família de Antenor dos Santos Evangelista, policial civil aposentado que perdeu a vida na manhã desta sexta-feira (13) após reagir a uma tentativa de roubo na zona rural de Santo Estêvão, município localizado no centro-norte da Bahia, a cerca de 140 quilômetros de Feira de Santana. A vítima foi atingida por um disparo de arma de fogo e morreu no local do crime.

De acordo com as informações repassadas ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom), foi o próprio filho de Antenor quem acionou os serviços de emergência. Ele relatou que o pai havia sido abordado por criminosos armados nas proximidades de um parque de vaquejada na Fazenda Várzea Nova e que, ao tentar se defender, acabou atingido pelo disparo. O horário registrado do acionamento foi por volta das 7h29.

Policiais militares deslocaram imediatamente para a fazenda e encontraram Antenor caído, já sem sinais vitais. Não houve tempo para socorro. Os suspeitos, cujo número não foi confirmado até o fechamento desta matéria, conseguiram fugir levando a motocicleta que pertencia à vítima — o bem que estava sendo disputado no momento do confronto.

O caso foi registrado formalmente como latrocínio — a tipificação penal para roubo seguido de morte —, com boletim de ocorrência lavrado na Delegacia Territorial de Santo Estêvão, que assumiu as investigações. A autoridade policial responsável pelo caso deve ouvir testemunhas, analisar imagens de câmeras da região e realizar perícias para tentar reconstituir com precisão os momentos que antecederam o crime.

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A morte de Antenor acende um alerta sobre a segurança em zonas rurais da Bahia, regiões que historicamente enfrentam maior dificuldade de patrulhamento preventivo em razão das distâncias e da capilaridade do território. Crimes como roubos de motocicletas e veículos têm crescido em estradas vicinais e fazendas do interior baiano, segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do estado. A escolha de uma vítima que era agente da lei aposentada ressalta a ousadia dos criminosos e o desafio enfrentado pelas autoridades na contenção desse tipo de delito.

“A morte de um agente de segurança representa um luto que atinge não só a família, mas cada cidadão que enxerga na Polícia um escudo de proteção.”
— Associação dos Profissionais da Segurança Pública

Até o momento, nenhum suspeito foi preso. A Delegacia Territorial de Santo Estêvão não divulgou detalhes sobre possíveis pistas ou o perfil dos criminosos. A reportagem do NINJAFSA tenta contato com a assessoria da Polícia Civil da Bahia para obter atualização sobre o andamento das buscas e o prazo das investigações — esta matéria será atualizada assim que houver retorno oficial.

O caso chega dias depois de outra notícia que sacudiu a segurança pública regional: na última semana, um policial militar foi morto em confronto com suspeitos no interior do estado. A sequência de episódios trágicos envolvendo membros das forças de segurança tem gerado apelos de entidades da categoria por melhores condições de trabalho, maior efetivo nas regiões do interior e revisão dos protocolos de resposta a ocorrências em áreas rurais.

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