Com José Ronaldo fora da chapa, quem ganha força para ser o vice de ACM Neto em 2026?
A decisão do prefeito de Feira de Santana de honrar o mandato municipal agita os bastidores da oposição, que agora avalia nomes como João Roma, Sheila Lemos, Zé Cocá e Tarcísio Pedreira.

A confirmação de que José Ronaldo (União Brasil) não deixará a prefeitura de Feira de Santana para ser candidato a vice-governador movimentou o tabuleiro político baiano. Sem o seu principal articulador no interior, ACM Neto precisará buscar um novo nome capaz de agregar votos e capilaridade regional para enfrentar o grupo governista nas urnas em 2026.
A política baiana não para. A confirmação de que o atual prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (União Brasil), optou por permanecer no cargo e cumprir integralmente o seu mandato jogou um balde de água fria nas especulações de que ele seria o vice natural na chapa de ACM Neto na corrida pelo Governo do Estado em 2026.

A decisão, embora elogiada por eleitores feirenses que cobraram o compromisso firmado nas urnas, obriga o grupo de oposição a recalcular a rota. José Ronaldo possui um peso histórico na Princesa do Sertão e um forte poder de articulação. Sem ele na majoritária, ACM Neto precisa agora de um perfil que traga densidade eleitoral no interior e capacidade de agregar alianças. O cenário aponta para quatro nomes em destaque nos bastidores.
Não serei candidato a vice-governador em 2026. Tenho um compromisso com o povo de Feira de Santana de trabalhar por quatro anos e vou honrá-lo até o último dia.
Os Quatro Nomes na Mesa
A escolha do vice na Bahia raramente é feita apenas por afinidade pessoal; trata-se de um complexo cálculo de geopolítica estadual. Veja o que cada um dos principais cotados pode oferecer à chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador:
1. João Roma (PL) – O Peso Ideológico
O presidente estadual do Partido Liberal (PL) e ex-ministro da Cidadania é o nome natural para tentar unificar a direita baiana. A presença de Roma na chapa garantiria, em tese, o alinhamento com a base bolsonarista, evitando a divisão de votos que prejudicou ACM Neto no 1º turno de 2022. O desafio de Neto, no entanto, seria equilibrar este aceno ideológico com o eleitorado mais moderado e de centro.
2. Sheila Lemos (União Brasil) – A Força do Sudoeste
A prefeita reeleita de Vitória da Conquista, a terceira maior cidade da Bahia, desponta como uma opção de enorme peso estratégico. Sheila Lemos possui alta aprovação no Sudoeste baiano, uma região fundamental para o xadrez eleitoral. Além disso, a sua presença traria uma importante representatividade feminina para a chapa majoritária, um fator que pode ser decisivo na captação de votos indecisos.
3. Zé Cocá (PP) – O Articulador Municipalista
O prefeito de Jequié é, hoje, um dos políticos mais bem avaliados do interior da Bahia. Zé Cocá demonstrou uma capacidade gigantesca de aglutinação política e goza de excelente trânsito entre os prefeitos da União dos Municípios da Bahia (UPB). A sua entrada na chapa traria não só os votos do Médio Rio de Contas, mas também o apoio de dezenas de gestores insatisfeitos com a base governista.
4. Tarcísio Pedreira (Solidariedade) – O Polo do Recôncavo
O prefeito de São Gonçalo dos Campos, Tarcísio Pedreira, representa uma liderança em ascensão no Recôncavo Baiano e Região Metropolitana de Feira de Santana. Com um perfil enérgico e popular, Tarcísio poderia ser a peça-chave para garantir que ACM Neto mantenha a capilaridade na região feirense, compensando parcialmente a ausência do nome de José Ronaldo na urna.
A definição final ainda deve demorar, mas a largada para 2026 já foi dada. ACM Neto sabe que a escolha certa para a vice-governadoria será fundamental para tentar quebrar a hegemonia de mais de duas décadas do PT no estado da Bahia.
