“Vai surfar, curtir o Mickey”: Alessandro Vieira rebate Eduardo Bolsonaro sobre CPI
O senador criticou duramente a postura do deputado federal nas redes sociais, lembrando que o seu próprio irmão, Flávio Bolsonaro, já assinou o requerimento de investigação.

O clima esquentou nas redes sociais entre o senador Alessandro Vieira e o deputado federal Eduardo Bolsonaro. Durante uma discussão sobre a recém-proposta CPI no Senado, Vieira não poupou palavras e mandou o filho do ex-presidente “curtir o Mickey”, apontando a hipocrisia nas críticas, já que o próprio irmão de Eduardo assinou o requerimento de investigação.
Os ânimos continuam exaltados nos bastidores de Brasília em torno da recém-proposta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) no Senado. A tensão transbordou para as redes sociais, protagonizando um bate-boca afiado e direto entre o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

A discussão teve início após Eduardo Bolsonaro utilizar a sua conta na plataforma X (antigo Twitter) para fazer críticas e levantar suspeitas sobre a efetividade da CPI. O deputado sugeriu tratar-se de uma movimentação política voltada para o espetáculo e sem resultados práticos para o país. O senador Alessandro Vieira, um dos articuladores da medida, não hesitou em responder de forma dura e irónica à provocação do colega de parlamento.
“Teatrinho” e contradição familiar
Na sua resposta, Vieira relembrou as antigas comissões instaladas em 2019 e expôs o que considerou uma enorme contradição na postura do deputado: o facto de que o seu próprio irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), foi um dos principais signatários do atual pedido de investigação que Eduardo estava a criticar.
Cara, vai surfar, curtir o Mickey ou coisa parecida. Deixa quem está trabalhando em paz. Vocês fizeram esse mesmo teatrinho em 2019 e o resultado todo mundo sabe. Seu irmão já assinou a CPI, foi a assinatura 29, já estamos em 35. Você já atrapalhou o Brasil demais, tá na hora de descansar.

A troca de mensagens públicas reflete a profunda divisão de opiniões que a CPI — que visa investigar, entre outras coisas, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) — tem causado, evidenciando fissuras até mesmo entre membros que partilham o mesmo espectro político. O requerimento já ultrapassou as 27 assinaturas necessárias e aguarda agora o aval e a leitura por parte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para ser oficialmente instalado.
