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EUA mantêm investigação contra o Brasil após decisão da Suprema Corte
GEOPOLÍTICA / COMÉRCIO EXTERIOR

EUA mantêm investigação contra o Brasil mesmo após ilegalidade das tarifas pela Suprema Corte

Governo americano insiste em apurar supostos subsídios no agronegócio e no setor de aço brasileiro; Itamaraty vê manobra para justificar novas sanções comerciais.

Por Redação NINJAFSA  |  21/02/2026 • 19:00
EUA mantêm investigação contra o Brasil mesmo após ilegalidade das tarifas pela Suprema Corte

A guerra comercial entre o Brasil e os Estados Unidos acaba de ganhar um novo e ardiloso capítulo. Embora a Suprema Corte americana tenha recentemente barrado a aplicação linear e global da tarifa de 15% idealizada pelo governo de Donald Trump — considerando-a inconstitucional em sua forma genérica —, a Casa Branca encontrou um atalho burocrático para manter o Brasil na mira de sanções.

Neste fim de semana, o Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) anunciou que manterá ativa uma investigação sob a famosa “Seção 301” contra o Brasil. O foco das apurações são supostas práticas desleais de comércio, especificamente no que os americanos chamam de “subsídios mascarados” ao setor siderúrgico (aço) e ao agronegócio nacional.

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A Manobra de Washington

A decisão do USTR é vista por diplomatas brasileiros como uma clara retaliação à vitória jurídica que derrubou a tarifa global. Ao focar em setores específicos, os EUA buscam justificar a imposição de sobretaxas pontuais, que não esbarrariam no recente entendimento da Suprema Corte sobre “taxação universal sem justificativa de segurança nacional”.

“A queda da tarifa global de 15% foi uma vitória ilusória. Os EUA estão usando a Seção 301 como um bisturi para cortar as exportações brasileiras onde mais dói, driblando a própria Suprema Corte.”

O Itamaraty reagiu com perplexidade. Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil classificou a continuidade da investigação como “infundada e baseada em premissas protecionistas já superadas pela Organização Mundial do Comércio (OMC)”. O governo brasileiro reiterou que a indústria do aço e o agronegócio operam estritamente dentro das regras de livre mercado.

A instabilidade gerada pela notícia voltou a agitar o mercado financeiro. Exportadoras brasileiras temem que a investigação do USTR resulte em tarifas de até 25% sobre produtos siderúrgicos, o que inviabilizaria a competitividade do Brasil no mercado norte-americano, seu segundo maior parceiro comercial.

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