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Flávio Bolsonaro se cala diante de escândalo com Toffoli
POLÍTICA / JUDICIÁRIO

Beneficiado por Toffoli nas ‘rachadinhas’, Flávio Bolsonaro silencia sobre escândalos do ministro no caso Master

Senador, que teve caso anulado por liminar decisiva do magistrado após articulação de Jair Bolsonaro, adota postura discreta diante das graves acusações envolvendo o ex-presidente do STF e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Por Redação NINJAFSA 14/02/2026 • 15:30

RESUMO DA MATÉRIA

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), historicamente crítico ao STF, mantém silêncio absoluto sobre as recentes denúncias envolvendo o ministro Dias Toffoli e o Banco Master. A postura discreta é atribuída nos bastidores à liminar concedida por Toffoli em 2019, que suspendeu investigações cruciais sobre o caso das “rachadinhas”, beneficiando diretamente o parlamentar após articulação política de seu pai, Jair Bolsonaro.

Beneficiado por Toffoli nas ‘rachadinhas’, Flávio Bolsonaro silencia sobre escândalos do ministro no caso Master

O silêncio do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diante das graves acusações que pesam sobre o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem chamado a atenção no Congresso Nacional. Enquanto a oposição se mobiliza para cobrar esclarecimentos sobre as menções ao magistrado encontradas pela Polícia Federal nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro evita comentar o caso publicamente.

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Nos bastidores de Brasília, a explicação para a cautela é pragmática e remonta a julho de 2019. Na ocasião, Dias Toffoli, então presidente do STF, concedeu uma liminar decisiva que suspendeu todas as investigações criminais do país baseadas em dados do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) sem prévia autorização judicial. A decisão, tomada durante o recesso do Judiciário, paralisou o inquérito das “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), onde Flávio era o principal alvo.

A “Fatura” Política: A liminar de Toffoli foi vista à época como fruto de uma intensa articulação política liderada por Jair Bolsonaro, que buscava blindar o filho de investigações. O movimento não apenas salvou Flávio momentaneamente, como também abriu caminho para a aproximação entre o bolsonarismo e setores do Judiciário, incluindo o apoio à indicação de Kássio Nunes Marques para o Supremo.

Agora, com Toffoli no centro de uma tempestade que envolve suspeitas de venda de sentenças e tráfico de influência em esquemas bilionários, a “dívida” política parece cobrar seu preço na forma de omissão. Flávio, que costuma ser vocal contra ministros considerados “adversários”, como Alexandre de Moraes, não endossou os pedidos de impeachment ou de CPI contra Toffoli que circulam entre parlamentares da direita.

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A postura de Flávio destoa da base mais radical do PL, mas reflete o jogo de sobrevivência política que marca a relação entre o clã Bolsonaro e o ministro que, em um momento crucial, lhes estendeu a mão.

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