Oposição denuncia sequestro de político horas após sua soltura na Venezuela; governo fala em descumprimento de medida cautelar
Tensão aumenta em Caracas: Líder opositor teria sido interceptado por agentes do serviço de inteligência pouco tempo após deixar o presídio.
RESUMO DA MATÉRIA
A crise política na Venezuela ganhou um novo capítulo dramático nesta segunda-feira. Um ex-deputado da oposição, que havia acabado de receber liberdade condicional após anos detido, foi novamente abordado e levado por agentes do Estado. Opositores classificam o ato como “sequestro”, enquanto o Ministério Público alega violação das condições de soltura.

A situação política na Venezuela sofreu uma nova escalada de tensão nesta segunda-feira (09). Líderes da oposição denunciaram o que classificam como “sequestro” de um ex-deputado da Assembleia Nacional, ocorrido poucas horas após ele ter sido liberado de um centro de detenção em Caracas.

Segundo relatos de familiares e advogados, o político havia deixado a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (SEBIN), no Helicoide, sob medidas cautelares que substituíam a prisão. No entanto, enquanto se dirigia para sua residência, o veículo em que estava foi interceptado por homens encapuzados, supostamente vinculados às forças de segurança do Estado.
O episódio gerou reações imediatas da comunidade internacional. Organizações de direitos humanos alertam para o padrão de “porta giratória” no sistema prisional venezuelano, onde dissidentes são soltos para aliviar a pressão externa, apenas para serem detidos novamente sob novas acusações pouco tempo depois.

Até o momento, não há informações oficiais sobre o atual paradeiro do político ou se ele foi levado de volta ao Helicoide. A incerteza mantém o clima de apreensão entre os apoiadores da oposição em um ano já marcado por turbulências eleitorais.