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Cuba: Combustível de aviação perto do fim
MUNDO / POLÍTICA INTERNACIONAL

Cuba avisa às companhias aéreas que o combustível para os aviões acabará em menos de 24 horas

Crise energética na ilha atinge nível crítico: Governo de Havana emite alerta de “estoque zero” para abastecimento em seus aeroportos, ameaçando paralisar voos e deixar turistas ilhados.

Por Redação NINJAFSA 09/02/2026 • 10:45

RESUMO DA MATÉRIA

O colapso econômico em Cuba atingiu o setor aéreo. As autoridades da ilha emitiram um comunicado urgente às companhias aéreas internacionais informando que o estoque de combustível de aviação (QAV) está prestes a zerar. A medida força as empresas a alterarem rotas ou cancelarem voos, colocando em risco o retorno de milhares de turistas.

Cuba avisa às companhias aéreas que o combustível para os aviões acabará em menos de 24 horas

A crise de desabastecimento em Cuba atingiu um novo patamar de gravidade nesta segunda-feira (09). O governo cubano notificou oficialmente as companhias aéreas que operam no país que o estoque de combustível para abastecimento de aeronaves (Querosene de Aviação – QAV) está em níveis críticos e deve se esgotar em menos de 24 horas.

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O comunicado, emitido pela autoridade de aviação civil da ilha, instrui as empresas a realizarem o chamado “tankering” — procedimento onde a aeronave já chega ao destino com combustível suficiente para a viagem de volta, sem necessidade de reabastecer no solo cubano. No entanto, para voos de longa distância, vindos da Europa ou da América do Sul, essa manobra é tecnicamente inviável devido ao peso máximo de decolagem.

Turismo em Risco: A medida acende um alerta vermelho para o setor de turismo, principal fonte de divisas do país. O risco de cancelamento de voos e a incerteza sobre o retorno deixam milhares de turistas apreensivos. Especialistas apontam que a falta de combustível é reflexo direto da escassez de divisas estrangeiras para importação e da redução drástica no fornecimento de petróleo por aliados históricos, como a Venezuela.

A situação é mais um capítulo dramático na crise que assola a ilha caribenha, que já enfrenta apagões diários de até 15 horas e escassez severa de alimentos e medicamentos. O governo de Miguel Díaz-Canel tenta negociar carregamentos de emergência com o México e a Rússia, mas não há previsão concreta para a normalização do abastecimento nos aeroportos.

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