Autoescolas em outros estados aderem ao novo modelo de habilitação; em Feira de Santana, silêncio absoluto -

Autoescolas em outros estados aderem ao novo modelo de habilitação; em Feira de Santana, silêncio absoluto

Com a entrada em vigor das novas regras para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) – o “CNH do Brasil” –, lançadas em 9 de dezembro de 2025, autoescolas em diversos estados já se adaptaram e divulgam pacotes alinhados à flexibilização, oferecendo aulas práticas com carga horária mínima de 2 horas (por categoria) e preços reduzidos, aproveitando o curso teórico gratuito online do Ministério dos Transportes. Exemplos incluem ofertas de R$ 250 a R$ 300 para carro em Natal (RN), R$ 400 para AB em Parnamirim (RN), R$ 450 em Curitiba (PR) e R$ 349 em regiões não especificadas, com ênfase em “economia” e “aprovação garantida”.

Em contrapartida, em Feira de Santana e na Bahia como um todo, reina o silêncio absoluto sobre a adesão ou reação às mudanças federais, que eliminam a obrigatoriedade de autoescolas, permitem instrutores autônomos credenciados e reduzem custos em até 80%. Buscas em sites locais, redes sociais e portais de notícias não revelam anúncios explícitos de autoescolas feirenses mencionando o novo modelo, curso gratuito do governo ou instrutores independentes. Propagandas continuam focadas em pacotes tradicionais, como “1ª CNH no novo modelo” com valores promocionais (R$ 1.700 reduzidos para R$ 450 ou pacotes de R$ 300-400), mas sem referência direta às regras da Senatran, como uso de carro próprio ou renovação automática.

O setor nacional, representado pela Feneauto e sindicatos estaduais, reagiu com críticas fortes, alegando risco à segurança viária, perda de empregos (mais de 50 mil afetados nacionalmente) e promessa de ações judiciais no STF e Congresso. Na Bahia, o Sindauto (Sindicato das Autoescolas) não emitiu nota pública até o momento, e autoescolas locais parecem adotar postura de espera ou adaptação discreta, possivelmente aguardando regulamentação do Detran-BA. O órgão estadual ainda não detalhou prazos para credenciamento de instrutores autônomos ou integração plena ao app CNH do Brasil.

A discrepância reflete a transição gradual: enquanto estados como SP concederam 180 dias para adaptação, a Bahia segue sem posicionamento oficial, o que pode atrasar a implementação local. Candidatos baianos já acessam o curso teórico gratuito no app, mas aulas práticas dependem de credenciados. Especialistas apontam que o silêncio pode indicar resistência velada ou estratégia para manter clientes no modelo tradicional, em um mercado onde custos médios eram de R$ 3-4 mil.A medida federal visa incluir 20 milhões de motoristas irregulares, mas o impacto regional varia.

Em Feira de Santana, maior polo do interior baiano, a ausência de debate público contrasta com a rápida adesão em outras regiões, deixando candidatos locais sem opções claras de economia imediata.

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