No Centro de Abastecimento, o quilo do fruto que custava menos de R$ 4 chegou a ultrapassar R$ 11, pesando no orçamento de consumidores e comerciantes locais.
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- O preço da caixa de tomate no atacado saltou de R$ 150 para R$ 230 em poucos dias.
- No varejo, o quilo disparou de R$ 3,99 para valores entre R$ 11 e R$ 12.
- Comerciantes relatam queda na entrada de mercadorias e dificuldade para repassar o reajuste aos clientes.
O orçamento de quem passa pelas bancas do Centro de Abastecimento de Feira de Santana sofreu um baque considerável nos últimos dias. O tomate, ingrediente indispensável na mesa de quem vive na Princesa do Sertão, virou item de luxo após uma alta expressiva que pegou consumidores e feirantes de surpresa. O reflexo dessa disparada é visto diretamente no bolso, dificultando tanto a compra para o consumo de casa quanto a revenda por pequenos comerciantes locais.
Como isso afeta você
Com o quilo do tomate saltando para até R$ 12 e a cebola também mais cara, preparar as refeições do dia a dia ficou mais custoso. A queda na circulação de mercadorias nas bancas reduz as opções e exige que o consumidor pesquise muito mais antes de encher a sacola.
A escalada do preço na Ceasa
O impacto nos preços é evidente ao comparar os valores praticados na semana passada com os registrados nesta terça-feira (3). No atacado, a caixa de tomate que saía por cerca de R$ 150 passou a custar R$ 230, uma alta superior a 50%. Já para o consumidor final, o cenário é ainda mais puxado: o quilo, que era encontrado por volta de R$ 3,99, disparou para a faixa de R$ 11 a R$ 12.
Além do tomate, a cebola seguiu o mesmo caminho de alta. O produto, que era vendido entre R$ 4,99 e R$ 5, agora é encontrado por valores que oscilam entre R$ 8 e R$ 9. Por outro lado, quem busca alternativas para o cardápio encontra preços mais estáveis em outros hortifrútis, a exemplo da cenoura, comercializada em torno de R$ 2 o quilo.
O drama de quem vive do comércio
A diminuição na quantidade de caminhões descarregando produtos na Ceasa é apontada por quem trabalha no local como um dos principais fatores para a pressão sobre os preços. Com menos oferta, os custos sobem em toda a cadeia.
“Eu não sei o que é que tá acontecendo. Cebola também subiu o preço. Eu estava vendo a cebola de R$ 4,99 e R$ 5 e agora está de de R$ 9, R$ 8. Eu estou vendo entrando é quase nada aqui no centro, está entrando pouca mercadoria”
Edilson Oliveira, comerciante
A resistência dos compradores é o próximo obstáculo para os feirantes. Com mais de três décadas de vivência no Centro de Abastecimento, a comerciante Nilda Santos resume a dificuldade enfrentada no dia a dia da feira.
“Não tem como repassar esse aumento para o cliente e isso acaba diminui as compras aqui porque geralmente quem vem aqui pega no Ceasa e compra para revender”
Nilda Santos, comerciante com mais de 30 anos de Ceasa
Enquanto os motivos exatos para a retração na entrada de mercadorias ainda não foram detalhados, quem frequenta o entreposto feirense precisa ajustar o planejamento financeiro para driblar a carestia e manter o básico na cozinha.