Aos 74 anos, aposentado relata jornada de seis anos em busca de alternativas após o tratamento contra o câncer que deixou sequelas na função erétil.
Resumo da Notícia
- Cirurgia de retirada da próstata por câncer pode afetar a capacidade de ereção.
- Pacientes enfrentam anos de tratamentos alternativos sem sucesso antes de avaliar próteses penianas.
- A discussão sobre o implante traz luz a um tema ainda cercado de tabus na saúde masculina.
A descoberta de um câncer de próstata muda a vida de qualquer homem da noite para o dia. O foco inicial, e com toda razão, é salvar a vida e vencer a doença. Mas, passada a fase mais crítica do tratamento cirúrgico, uma nova realidade bate à porta de muitos pacientes e costuma ser tratada em silêncio: a disfunção erétil provocada pela retirada da glândula.
Para quem passa pelo procedimento, a perda da capacidade de ter ereções spontâneas afeta diretamente a autoestima, a intimidade e a qualidade de vida. O caminho até encontrar uma solução definitiva costuma ser longo e frustrante, exigindo paciência e muita conversa com especialistas em saúde urológica.
Como isso afeta você
O impacto vai muito além da saúde física. A disfunção após a cirurgia oncológica mexe com a saúde mental e o relacionamento dos pacientes. Saber que existem caminhos médicos para contornar o problema ajuda a quebrar o silêncio e buscar ajuda especializada mais cedo.
É o caso do aposentado Antônio César Ramella. Aos 74 anos, ele carrega na bagagem uma história que muitos homens preferem esconder. Diagnosticado com câncer de próstata em 2019, ele precisou se submeter imediatamente à cirurgia para a retirada do órgão. O procedimento foi bem-sucedido na missão de combater o tumor, mas deixou sequelas na vida sexual.
Durante seis anos, Antônio tentou diferentes alternativas médicas para tentar reverter o quadro por conta própria, sem que houvesse resultados satisfatórios. A rotina de tentativas frustradas acabou desgastando as expectativas do paciente, que precisou redescobrir alternativas junto à equipe médica para tentar retomar a normalidade possível na rotina íntima.
Entenda o que significa
A cirurgia radical de próstata muitas vezes precisa remover feixes nervosos essenciais para a ereção natural. Quando esses nervos sofrem danos definitivos, tratamentos convencionais com comprimidos podem não funcionar, abrindo espaço para terapias avançadas, como injeções locais ou o implante de próteses penianas.
Histórias como a de Antônio ilustram um desafio que atinge milhares de brasileiros todos os anos. Enquanto os avanços da medicina garantem índices cada vez maiores de cura para o câncer de próstata, o desafio seguinte passa a ser a reabilitação integral da qualidade de vida desses pacientes.